O
ISA vem monitorando regularmente o desmatamento na Bacia do Xingu por meio de seu laboratório de geoprocessamento. O mais
recente estudo sobre o assunto, lançado em março de 2006, é a nova versão do mapa Cabeceiras do Rio Xingu. Para o período entre 2003 e 2005, foram registrados mais 1.259.022 hectares desmatados em área de floresta (ou 7,08% do total) e cerca de 266 mil hectares (1,5%) em áreas que já sofriam algum tipo de alteração. Em relação a áreas que permanecem desmatadas desde o ano 2003, o mapa revela um total de mais de 4 milhões de hectares. Clique aqui e veja a evolução do desmatamento nas cabeceiras do rio Xingu
 Área do assentamento Martins I, do Incra, localizado na região das nascentes do Rio Culuene (maio de 2003)
 Desmatamento próximo de área alagadiça (julho de 2003)
Esse
ritmo de desmatamento está fortemente ligado à expansão
do cultivo da soja na região. Até 1994, a área
desmatada na região era de 2 milhões de hectares, o
equivalente ao Estado de Alagoas. Daquele ano até 2003, o
desmatamento foi o dobro disso. Esse período coincide com a
expansão do cultivo da soja, que trouxe desenvolvimento
econômico, sem nenhum planejamento ambiental.
Rios importantes como o Curisevo, o Culuene e o Suyá-Miçu
– na porção leste/sudeste da Bacia do Xingu - já
apresentam problemas graves de diminuição do volume
hídrico, conforme constatado pelas expedições
realizadas pela Associação Terra Indígena do
Xingu (Atix) e pela equipe do Programa Xingu do ISA às áreas
de entorno do Parque do Xingu. No lado oeste, a situação
não é diferente. Só no município de
Cláudia, sete nascentes do rio secaram, conforme levantamento
feito pelo Grupo Agroflorestal de Proteção Ambiental
(Gapa).
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