Este foi um projeto, que incluiu um conjunto
de iniciativas para a implantação de um plano de manejo
ambiental em terra indígena. O plano envolveu exploração
e comercialização sustentáveis de recursos
madeireiros e extrativos na Terra Indígena Xikrin do Cateté,
no Pará, com os índios Xikrin - pertencentes ao grupo
Kayapó -, anteriormente envolvidos com a exploração
irregular de recursos madeireiros com sérios impactos socioambientais
sobre a região do Médio Rio Xingu.
O projeto foi uma iniciativa que procurou converter o quadro de
exploração predatória em um modelo econômico
sustentável. Para colocá-lo em prática, foi
necessário um complexo processo de articulações
interinstitucionais, especialmente com órgãos oficiais,
e a interlocução permanente, por parte da equipe do
ISA, com a comunidade dos índios Xikrin. A equipe do ISA
trabalhou ainda para fortalecer a participação dos
índios na gestão do projeto, por meio da Associação
Bép-Noi de Defesa do Povo Xikrin.
As prioridades do projeto foram a consolidação e
gerenciamento do plano de manejo florestal; a gestão territorial
integrada; a geração de renda com a comercialização
de madeira e de castanha-do-pará e, finalmente, a capacitação
administrativa dos quadros da associação indígena.
O Plano de Manejo foi desenvolvido em parceria entre a Associação
Bep-Nói e o Instituto Socioambiental (ISA), e contou com
o apoio logístico e financeiro da Companhia Vale do Rio Doce
(CVRD) e do Programa Piloto para Proteção das Florestas
Tropicais do Brasil - subprograma ProManejo - do Ministério
do Meio Ambiente.
No final de 2002, os Xikrin decidiram encerrar a parceria com o
ISA e fizeram contrato direto com a empresa Brumila Norte Industrial
Madeireira, parceira do empreendimento desde 1997.
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