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Durante o seminário-consulta de Macapá,
promovido em setembro de 1999 como parte do projeto
Avaliação e Identificação
de Ações e Áreas Prioritárias
para a Conservação, Utilização
Sustentável e Repartição dos Benefícios
da Biodiversidade na Amazônia Brasileira,
trabalho realizado por um consórcio de ONGs a
pedido do Ministério do Meio Ambiente, o bioma
foi dividido em sete regiões: Juruá/Purus/Acre;
Rio Negro/Rio Branco; Várzeas do Solimões/Amazonas;
Escudos das Guianas; Alto Xingu/Tapajós/Rondônia/Mato
Grosso; Baixo Xngu/Tapajós/Madeira; Araguaia/Tocantins/Maranhão.
Por ter sido uma das que mais avançaram na implementação
de ações para a conservação,
utilização sustentável e repartição
dos benefícios, a Região Juruá/Purus/Acre,
que abrange 68 áreas prioritárias no Estado
do Acre e no Sudoeste do Amazonas, foi escolhida para
ser a primeira a ter as recomendações
de Macapá revisadas e aprofundadas em escala
regional. Esse, aliás, foi um dos principais
objetivos (veja texto abaixo) do seminário
Análise da Implementação de
Ações para o Uso, Conservação
e Repartição de Benefícios na Região
Juruá/Purus/Acre.
Realizado entre 10 e 12 de setembro de 2002, em Rio
Branco (AC), o seminário foi coordenado pelo
Instituto Socioambiental em parceria com o Fundo Mundial
para a Natureza (WWF) e o Instituto do Meio Ambiente
do Acre (Imac). Contou com o apoio do Governo do Acre,
da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério
do Meio Ambiente e a colaboração do Governo
do Amazonas. O projeto prevê seminários
regionais nas demais regiões da Amazônia
Brasileira.
Organização e objetivos
Durante três dias, 84 representantes de órgãos
governamentais, institutos de pesquisa, universidades,
organizações não-governamentais
e lideranças indígenas, foram divididos
em quatro grupos de trabalho - dois grupos do Acre e
dois do Amazonas, compostos de maneira a abarcar eqüitativamente
todos os setores da sociedade.
Os grupos tiveram como objetivos:
- ajustar as ações prioritárias
propostas para as áreas e, se for o caso, propor
novas ações prioritárias;
- criar uma agenda de soluções para
tratar da realização das ações
prioritárias e dos entraves à implementação;
- criar um grupo de pessoas e instituições
interessadas em implementar as recomendações
e monitorar o processo.
Receberam uma tabela com a situação de
cada um dos polígonos de Macapá com: as
recomendações que saíram do seminário-consulta;
o que havia de novo naquela região (novos estudos,
novas políticas, zoneamento, unidades de conservação
etc); quais as recomendações que foram
implementadas e os entraves para implementá-las.
Além disso, para o desenvolvimento dos trabalhos,
os participantes tinham em mãos os seguintes
mapas: resultados de Macapá, espaços protegidos
(unidades de conservação, terras indígenas,
etc), mapa das áreas de proteção
ambiental do Acre, malha viária, hidrografia,
sedes municipais, desmatamento, eixos de desenvolvimento/grandes
projetos, ação antrópica e vegetação.
Ao final, foram feitas 62 recomendações
para a região, sendo 33 para o Acre e 29 para
o sudoeste do Amazonas. Para conhecê-las em detalhe,
clique no mapa a cima.
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