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Cronologia
do Caos
Veja
os principais acontecimentos dos últimos 17 meses relacionados
aos problemas no atendimento sanitário dos povos indígenas
no Brasil.
19/05/2006
- Os profissionais da saúde contratados pela Fundação
da Universidade de Brasília (FUB) decidem entrar em greve. Os
trabalhadores, que estão há 71 dias com salários
atrasados, só aceitam voltar às atividades depois que o
pagamento for efetuado.
17/05/2006 –
Com receio de ficar sem atendimento à saúde, índios
Yanomami retêm no interior da área indígena três
funcionários contratados pela FUB.
14/05/2006 - Uma
criança, de 1 ano, e um adulto, 64, da etnia Yanomami morrem
vítimas de malária e picada de cobra, respectivamente,
na cidade de Barcelos. As mortes revoltam a comunidade indígena
porque não houve atendimento adequado. As áreas
ocupadas por 2.400 indígenas não têm equipes de
saúde e a qualquer momento outras mortes podem ocorrer. No dia
20 de abril último a organização
não-governamental Secoya, responsável pelos serviços
médicos dos Yanomami na região, parou suas atividades
por falta de recursos financeiros.
25/04/2006 –
Funcionários do Dsei Rio Negro entram em greve e invadem a
sede da Funasa em São Gabriel da Cachoeira (AM), permanecendo
lá por quatro dias. O protesto ocorre pelo atraso no repasse
de recursos, que impede o atendimento nas aldeias e provoca o aumento
do índice de mortalidade na área indígena e
mortes causadas por doenças de fácil tratamento.
11/04/2006 - A
sede da Funasa em Ilhéus (BA) é ocupada por índios
Pataxó Hã-Hã-Hãe e Tupinambá. Eles
reivindicam a saída da chefa do pólo da Funasa em
Ilhéus e a melhoria do atendimento.
09/05/2006 - Os
funcionários contratados pela Fundação
Universidade de Brasília para prestar serviço à
Funasa em Roraima resolvem reduzir o número de servidores em
apenas 30% nas áreas de assistência a saúde
Yanomami. A paralisação parcial se deve a dois meses de
salários atrasados.
25/04/2006 –
Povos indígenas do Maranhão ficam de fora do Mês
de Vacinação dos Povos Indígenas.
20/04/2006 - A
organização não-governamental Serviço e
Cooperação com o Povo Ianomâmi (Secoya) suspende
o atendimento médico aos Yanomami. Segundo carta enviada à
imprensa, o serviço foi suspenso porque a Fundação
Nacional de Saúde (Funasa) não repassa verbas no valor
de R$ 347 mil por serviços prestados pela organização
desde o ano passado.
30/03/2006 –
Yanomami de Maturacá protestam contra o constante atraso
nos repasses à ONG IBDS, prejudicando o atendimento de forma
preocupante.
28/03/2006 -
Morrem mais duas crianças indígenas Guarani Kaiowá
na TI Nhanderu Marangatu, no Mato Grosso do Sul.
23/03/2006 –
Mais de 2000 funcionários da Funasa em Rondônia ameaçam
paralisar o atendimento por tempo indeterminado. Eles reivindicam o
cumprimento de acordos anteriores e a melhoria das condições
de trabalho.
20/03/2006 –
Lideranças indígenas do Estado de Goiás
denunciam que graves problemas relacionados ao atendimento da Funasa
vem atingindo as áreas indígenas Apinajé,
Xerente, Krahô, Javaé, Karajá, Tapuia, Krahô
- Kanela e Karajá de Aruanã. Entre eles: falta de
remédios nas farmácias das aldeias; falta de
transportes ou carros sucateados; equipe multidisciplinar incompleta;
interferência de políticos locais na administração
dos pólos bases; demora de fornecimentos de medicamentos
receitados; administração de medicamentos com validade
vencida.
17/03/2006 - Com
base nas denúncias de manipulação política
feita pela Coordenação das Articulações e
Organizações Indígenas do Maranhão,
Associação dos Indígenas de Grajaú,
Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e Universidade Federal
do Maranhão, a Justiça Federal concede liminar
determinando que a Funasa realize uma nova Conferência
Distrital de Saúde Indígena, preparatória para a
Conferência Nacional.
16/03/2006 –
No estado do Tocantins morrem 15 crianças do povo Apinajé.
No Mato Grosso do Sul, morrem dezenas de crianças Guarani
Kaiowá devido à desnutrição. No Pará
sete crianças do povo Munduruku são vítimas
fatais de infecções intestinais. Em Roraima, entre os
Yanomami, os índices de malária voltam com intensidade.
No Acre, 10 crianças Kaxinawá, do Alto Juruá,
morrem em conseqüência da diarréia. Nos estados do
Sudeste e do Sul são registradas dezenas de casos de
desnutrição em crianças Guarani e Kaingang.
14/03/2006 - Os
três médicos e 16 enfermeiros contratados pela FUB como
prestadores de serviço para a Funasa se recusam a voltar para
área Yanomami. Eles alegam que o pagamento referente ao mês
de fevereiro está atrasado. Todos os meses os profissionais
estão enfrentando problemas no repasse de dinheiro.
14/03/2006 –
Lideranças indígenas de Rondônia decidem pela
saída do coordenador da Funasa no Estado e protestam contra as
indicações políticas para a gerência do
órgão. Cerca de cem índios aguardaram os
funcionários da Funasa entrar para cumprir expediente para, em
seguida, fecharem os portões da estatal de saúde
pública, em Porto Velho.
13/03/2006 –
Revoltados com os atrasos nos repasses de verbas para o atendimento à
saúde, cerca de 60 índios ligados à Coiab ocupam
a sede da Funasa em Manaus.
07/03/2006 -
Cerca de 150 índios tupinambás invadem a Fazenda
Cachoeira, em Ilhéus, para pressionar o governo a demarcar
suas terras e melhorar a assistência médica e o acesso à
região. É a terceira ação promovida pelo
grupo em 30 dias.
06/03/2006 -
Índios Xokleng ocupam sede da Funasa em Florianópolis e
exigem explicações sobre a falta de recursos. Segundo
lideranças, faltam remédios nas aldeias, não há
transporte, e o atendimento é precário.
03/03/2006 -
Mais de 180 lideranças dos povos Ticuna, Caixana, Cocama e
Cambeba, ocupam a sede da Funasa na cidade de Tabatinga (AM).
Protestam contra a sistemática política de
desestabilização adotada pelos diretores deste órgão
contra a gestão do Conselho Geral da Tribo Ticuna (CGTT) à
frente do Distrito Sanitário Especial Indígena do Alto
Solimões.
22/02/2006 -
Cerca de 60 trabalhadores em saúde contratados pela Fundação
Universidade de Brasília (FUB) estavam de braços
cruzados esperando receber os salários de janeiro para poderem
voltar à área. Segundo eles, os atrasos nos pagamento
ocasionam insatisfação nos funcionários e
refletem desrespeito com os Yanomami, que são usuários
e maiores prejudicados.
20/02/2006 - O
procurador da República, Maurício Fabretti, informa que
a prestação de contas de todas as entidades conveniadas
com a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) para
assistência médica aos indígenas de Roraima
apresentam erros formais no âmbito administrativo.
15/02/2006 -
Indignados com atendimento da Funasa, 500 integrantes de 8 etnias do
Maranhão bloqueiam a Estrada de Ferro Carajás e
planejam mais ações. O grupo protesta contra a situação
da saúde nas 17 reservas do Maranhão. Reivindica a
reorganização dos distritos especiais de saúde,
distribuição de remédios e presença de
médicos nos postos das aldeias.
14/02/2006 – O
ano de 2006 se inicia com a morte de 8 crianças entre os
índios Apinajé do Estado do Tocantins, somando-se às
9 mortes ocorridas no ano anterior. Todas essas 17 crianças
apresentaram os mesmos sintomas: gripe, febre, vômito,
diarréia, tosse, pneumonia e um severo quadro de desnutrição.
A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) diz que
não tem como contratar um médico exclusivo para as
aldeias. A Aldeia São José, uma das maiores da reserva,
com 700 habitantes, não recebe um médico há
meses, embora fique a apenas 18 quilômetros de um centro
urbano.
11/02/2006 - 200
índios Guajajara (MA) fazem 2 reféns e rendem
funcionárias da Funasa e ameçam reocupar a Ferrovia
Carajás, caso não avancem as negociações
para melhoria dos serviços de saúde.
10/02/2006 -
Funcionários contratados pela FUB para o atendimento de saúde
na área Yanomami voltam a reclamar do atraso dos salários.
08/02/2006 - A
6ª Câmara de Coordenação e Revisão,
do Ministério Público Federal, pretende analisar todos
os convênios firmados com a Funasa. Depois de várias
denúncias de interrupção de serviço,
principalmente na terra indígena Yanomami em Roraima, o MPF
quer um diagnóstico com a finalidade de saber as causas que
levam a um mau funcionamento dos convênios e a um atendimento
deficiente.
03/02/2006 - Cinco
lideranças indígenas fizeram refém o coordenador
substituto da Fundação Nacional de Saúde
(Funasa) no Pará, Raimundo Nonato Verício, em protesto
contra a falta de estrutura da Casa do Índio de Belém.
26/01/2006 -
Caciques Munduruku criticam o descaso da Funasa com a saúde
indígena e apresentaram uma relação com nome e
idade dos 26 índios, incluindo recém-nascidos e
adultos, que morreram no ano passado por não terem recebido
tratamento rápido e adequado da Funasa na região do
oeste paraense. Os caciques reclamam que muitas das pessoas que
morreram poderiam ter sido salvas se a Funasa fosse mais presente nas
aldeias, levando não apenas médicos e enfermeiros, mas
sobretudo medicamentos para cuidar de doenças como pneumonia,
diarréia, malária e desnutrição infantil.
24/01/2006 - A
Controladoria Geral da União (CGU) confirma as irregularidades
na
Funasa entre 2004 e
2005. Esse tema ganhou destaque após as mortes de várias
crianças indígenas em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul
no início de 2005. De acordo com a CGU, a Funasa realizou
licitações direcionadas, superfaturou obras, serviços
e medicamentos, entre outras irregularidades.
20/01/2006 - Em
um período de apenas um ano, 14 crianças morreram
vítimas de uma doença misteriosa na reserva indígena
Apinajé, na cidade de Tocantinópolis, a 600 km de
Palmas (TO).
17/01/2006 - Líderes
dos índios Guajajara, no Maranhão, e Aripuanã,
na Amazônia, denunciam que estão sem receber assistência
do governo na área de saúde. Órgão diz
que repasses foram suspensos por irregularidades.
2005
09/12/2005 -
Lideranças indígenas dos povos Macuxi, Ingaricó,
Wai-Wai, Taurepang, Wapichana, Sapará e Patamona reúnem-se
em Boa Vista (RR) para buscar soluções para os
problemas na assistência à saúde de suas
comunidades. Os índios denunciam o aumento da malária
(1726 casos no primeiro trimestre de 2005), além da alta
mortalidade infantil, o sucateamento de equipamentos e meios de
transporte e a falta de medicamentos.
29/11/2005
- Yanomami, Ye´kuana e representantes de organizações
de atendimento às populações indígenas
denunciam a situação caótica do sistema de saúde
mantido pela Funasa. As denúncias aparecem em cinco documentos
enviados ao Ministério Público Federal, Ministério
da Saúde e à própria Funasa.
04/11/2005 –
Os Sateré-Mawé ocupam a sede do Dsei/Parintins devido
ao atraso de três meses no pagamento dos salários dos
Agentes Indígenas de Saúde.
28/10/2005 –
Ministério Público pede explicações a
Funasa em resposta de denúncias de descaso na manutenção
da qualidade da água na Aldeia Jaguapiru (MS).
27/10/2005 -
Três crianças Marubo morrem. O Conselho Indígena
do Vale do Javari (Civaja) denuncia que os agentes de saúde da
região atuam sem capacitação e que não há
medicamentos nos postos de atendimento. Funasa culpa a seca pelas
mortes.
24/10/2005 - Os
índios Guajajara da Terra Indígena Angico Torto
bloqueiam a rodovia estadual MA 006 e interromperam, por 30 horas, o
fornecimento de energia elétrica da cidade. Os Guajajara
reivindicam melhorias nas condições de saneamento
básico, remédios e médicos nos postos de saúde.
18/10/2005 –
Lideranças Kanamary, Mayuruna, Matís e Marubo, ocupam a
sede do Dsei/Javari e denunciam a situação de abandono
da saúde indígena em sua região, protestam
contra o loteamento político da Funasa local e reivindicam a
normalização das ações do atendimento em
suas comunidades. Na região, foram notificados casos de
hepatite, pneumonia, malaria, além do agravamento da
desnutrição infantil, tuberculose, câncer
uterino, DSTs, decorrentes da total falta de atendimento em suas
aldeias.
14/10/2005 -
Membros indígenas do Comitê Consultivo para a Política
de Atenção à Saúde Indígena
abandonam reunião voltada a discutir o Documento Base da IV
Conferência Nacional de Saúde Indígena, prevista
para o período de 27 a 31 de março de 2006 em protesto
contra o descaso de diretores da Funasa, que não compareceram
à reunião.
11/10/2005 –
O Fórum de Presidentes de Conselhos Distritais de Saúde
Indígena pede que o Ministério Público acione a
Funasa pelo estado de calamidade da Saúde Indígena no
Brasil.
10/10/2005 - O
Tribunal de Contas da União (TCU) abre várias
auditorias para investigar denúncias sobre desvio de recursos
destinados às comunidades indígenas em Mato Grosso do
Sul.
07/10/2005 –
Surto de coqueluche atinge 350 índios da etnia Galibi Maruoro,
localizados no município de Oiapoque (580 km de Macapá).
O surto atingiu a maior aldeia do Estado, a Kumarumã, onde
vivem cerca de 1.800 índios.
03/10/2005 –
A ONG Iepé denuncia uma crise na saúde indígena
da região do Amapá e Norte do Pará, que tiveram
o atendimento praticamente paralisado devido à dificuldade da
Funasa em resolver pendências administrativas.
15/09/2005 –
Um grupo de 25 Conselheiros Yanomami se revolta com a falta de
respostas da Funasa às suas reivindicações e
ocupa a entrada do prédio da Funasa em Boa Vista (RR) durante
duas horas. O protesto se deu após o início da reunião
extraordinária do Conselho Distrital de Saúde Yanomami,
onde seriam discutidas as graves insuficiências que vêm
afetando a qualidade do atendimento em saúde na Terra Indígena
Yanomami.
26/8/2005 - A
Controladoria Geral da União (CGU) comprova irregularidades na
coordenação Funasa em Mato Grosso do Sul na construção
de casas na Reserva Indígena em Dourados, na compra de
combustíveis e em processos licitatórios e contratos
relacionados à construção da Casa de Saúde
Indígena de Dourados (CASAI).
24/08/2005 –
O Conselho Geral das Tribos Ticuna (CGTT) denuncia ações
do Dsei-AS voltadas a afastá-lo da gestão do convênio
com a Funasa, chegando a divulgar nota pública chamando a
atenção para o desmantelamento de seu distrito
sanitário.
23/08/2005 –
O atendimento nos 21 Pólos-Base do Distrito Sanitário
Yanomami é suspenso em decorrência da falta de pagamento
do convênio da Funasa.
11/08/2005 –
Lideranças Terena ligadas ao Conselho Distrital de Mato Grosso
do Sul denunciam atraso no repasse das verbas da Funasa e a situação
caótica da saúde no Estado, incluindo viaturas
sucateadas, falta de equipes e medicamentos.
10/08/2005 –
A Universidade Federal de São Paulo ameaça paralisar as
atividades de atendimento no PI Xingu devido a atrasos no repasse de
verbas da Funasa. Lideranças indígenas do parque
planejam mobilização em Brasília.
23/06/2005 - Sem
assistência médica, três crianças Mundukuru
morrem. A malária deixa adultos em situação
grave. Segundo os índios, os oito pólos básicos
responsáveis pelo atendimento estão sem profissionais,
medicamentos e combustível para remoção.
17/06/2005 -
A Federação das Organizações
Indígenas do Rio Negro (Foirn) envia carta ao ministro da
saúde afirmando que o atraso no repasse dos recursos da Funasa
tem comprometido o atendimento contínuo das comunidades, a
contratação de médicos e dentistas, a compra
emergencial de medicamentos e até de combustível para o
transporte das equipes médicas pela região.
29/05/2005 –
O Conselho Local de Saúde Indígena de Guajará-Mirim
denuncia a morte por desidratação de duas crianças
de 10 meses e de um ano de idade da Terra Indígena Guaporé
no município de Guajará-Mirim (RO) em decorrência
da falta de assistência da Funasa.
As famílias não
têm acesso à água potável.
25/05/2005 -
Dois funcionários da Funasa são retidos por 38 índios
Pataxó que acampam em frente à sede da entidade, em
Porto Seguro. Os Pataxó criticam o atendimento oferecido pelo
órgão e exigem a melhoria do atendimento médico,
saneamento básico nas aldeias, carro para transportar os
doentes, marcação de exames e reposição
de remédios nos postos de saúde das aldeias.
18/05/2005 - O
Hospital Materno Infantil de Goiânia, mantido pelo governo de
Goiás, recebeu para internação até maio
de 2005, 101 crianças indígenas xavantes com
desnutrição e doenças respiratórias.
Segundo dados de março da Funasa, o índice de
mortalidade infantil chegou a 133,8 por mil nascidos vivos em 2004,
aumento de 22,19% em relação a 2003.
04/05/2005 -
Cerca de 100 índios Guajajara mantêm como refém o
secretário de Saúde do município de Arame (cerca
de 500 quilômetros da capital São Luís/MA). Os
indígenas exigiram melhor atendimento médico às
aldeias e a renovação do estoque de medicamentos da
farmácia do pólo. Eles alegam que as verbas federais
estão atrasadas há quatro meses.
28/04/2005 - Uma
CPI da Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul, que
investiga a desnutrição, a mortalidade indígena
e a aplicação dos recursos públicos, encontra
diversas "evidências de irregularidades" nos gastos
com a saúde dos índios.
17/03/2005 - Os
Assurini da aldeia Trocará (PA) mantém três
funcionários da Funasa como reféns. Reivindicam um
melhor atendimento à saúde e denunciam a morte de uma
criança de nove meses, que teria sido levada para a cidade
tardiamente. O protesto também é contra a falta de
repasse de recursos para a compra de equipamentos, assistência
médica e combustível para a aldeia.
16/03/2005 -
Lideranças Guajajara anunciam a morte de uma criança de
dois meses por pneumonia na aldeia Terra Nova (MA) e denunciam a
falta de apoio da Funasa para sua transferência a um hospital.
Segundo os Guajajara, esta é a sétima criança
morta desde o início de 2005 por falta de atendimento de
saúde.
11/03/2005 - Os
índios Waiãpi acusam a Funasa e o Governo do Amapá
de estarem submetendo todas as etnias do estado ao abandono,
tratamento desumano e maus-tratos. Eles cobram a conclusão da
obra da Casa do Índio paralisada por denúncias de
irregularidade.
19/01/2005 - O
coordenador da Funasa (MA), Zenildo Oliveira dos Santos é
feito refém por índios Guajajara descontentes com a
baixa qualidade do atendimento à saúde e a falta de
remédios.
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