Um interessante mito mencionado pelos Aikanã
é o do Kiantô. Trata-se de uma grande
cobra com as cores do arco-íris. Segundo este
mito, assim como existe um reino na Terra com todos
os seus habitantes, existe também o reino das
águas com seus próprios habitantes, presidido
pelo Kiantô.
Outro mito é o do “Dia em que o sol morreu” (ya imeen). Nesse dia, as pessoas que não estiverem em suas próprias casas podem ser atacadas pelos espíritos da floresta. A ‘morte do sol (ya)’ ocorre quando há um eclipse total: ‘o sol morre e o mundo fica todo escuro’.
Atualmente, é extremamente raro algum tipo de
celebração entre os Aikanã. Em
uma festa que assisti, fizeram chicha, cantaram
suas músicas e, em local reservado, escondido
das mulheres, os homens tocaram suas músicas
em grandes flautas de bambu.
O Aikanã mais antigo do grupo tem mais de 80
anos e produz arcos e flechas tradicionais destinados
a várias finalidades. Segundo ele, flecha para
alvejar pessoas, flecha para alvejar animais maiores
e menores, dentro e fora d’água. Os artesanatos
fabricados e vendidos hoje são brincos, pulseiras,
colares, bolsas, anéis e alguns objetos de madeira
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