Eles se auto-denominam Aikanã e chamam
sua língua pelo mesmo nome. No entanto, são
referidos por outros nomes na literatura existente.
A referência mais antiga a eles feita com este
nome é de Becker-Donner (1955:275-343, apud
Cestmír Loukotka, 1968:163) em que os Aikanã
são chamados de “Masaca ou Aicana”.
Outro registro interessante é de Erland Nordenskiöld
(apud Voort 2000), de 1915. De acordo com Voort, este
etnógrafo foi o primeiro pesquisador a fotografar
e a registrar a primeira lista de palavras da língua
dos Aikanã, aos quais ele chamou de ‘Huari’.
Outros nomes que este povo recebeu foram Corumbiara,
Kasupá, Mundé e, por fim, Tubarão
(Rodrigues, 1986:94).
Apesar das palavras Mundé e Mondé
serem comumente usadas como nomes próprios masculino
entre os Aikanã, eles não atribuem significado
especial a este vocábulo. Existe um outro nome,
Winzankyi, mencionado pelo ex-cacique Luíz
Aikanã, que também se referiria ao povo
Aikanã. Porém, não há consenso
entre eles sobre tal denominação.
Embora o nome deste povo tenha sido grafado na literatura
como ‘Aicana’, ‘Aikana’ ou ‘Aikaná’,
a pronúncia dos próprios falantes é
com a última vogal nasalizada: ‘Aikanã’.
A respeito das denominações dos Aikanã,
observe-se que Huari não deve ser confundido
com Wari (ou Orowari), que diz respeito
aos Pacaás-novos, da família Txapakura.
Veja-se tambem que, apesar da semelhança no registro
dos nomes Mundé e Mondé, tais termos não
estão aqui associados à família
linguística Mondé, do Troco Tupi.
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