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| Os registros etnográficos
sobre os Arara aparecem pela primeira vez em artigos de
Curt Nimuendajú. Antes deles, apenas esparsas informações
históricas apareciam em relatórios administrativos
sobre a antiga Província do Pará. Considerados
extintos a partir da década de 1940, nenhuma nova
informação sobre os Arara ficou registrada
até a consolidação recente do contato.
Pequenos relatórios lingüísticos foram
produzidos inicialmente, apenas como auxílio, solicitado
pela própria FUNAI a missionários-linguistas.
A partir da segunda metade da década de 1980 novos
estudos começam a ser realizados. A língua
Arara é objeto de uma descrição fonética
numa dissertação defendida na UNICAMP pelo
missionário Isaac Souza, e de um relatório
depositado no Setor de Lingüística do Museu
Nacional, elaborado por Márnio Teixeira-Pinto a
partir do Formulário Padrão para Estudo
das Línguas Indígenas Brasileiras. Uma primeira
descrição etnográfica mais sistemática,
centrada nas concepções nativas sobre a
doutrina nativa sobre os ciclos das substâncias
vitais ekuru, foi apresentada na dissertação
de mestrado de Márnio Teixeira-Pinto, que tem também
publicado vários artigos temáticos, sobre
pinturas e representações corporais, sobre
parentesco, história do contato, e recentemente
publicou em livro sua tese de doutorado, que apresenta
uma descrição mais densa sobre vários
aspectos da vida social Arara relacionados aos antigos
ritos de sacrifício de inimigos, formas de caça,
produção e distribuição das
bebidas, as músicas executadas nos ritos, etc.
Também sobre as músicas Arara há
artigos de Jean-Pierre Estival. Recentemente, um vídeo
comercial sobre os Arara, realizado entre 1992 e 1994
como uma produção independente da Equilibrium
Films e da Nova Films britânicos, que contou com
a consultoria de Márnio Teixeira-Pinto, teve seus
direitos comprados pela National Geographic Society que
atualmente se prepara para lançar uma nova versão,
revista também por Márnio Teixeira-Pinto. |
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