 |
::01 |
 |
Desde os tempos coloniais, o nome Baniwa é
usado para todos os povos que falam línguas da
família Aruak ao longo do Rio Içana e seus
afluentes. Deve-se enfatizar, porém, que não
se trata de uma auto-designação. É
um nome genérico usado por esses índios
quando se fazem representar em contextos multiétnicos
ou diante do mundo não-indígena. Walimanai
significa "os outros novos que vão nascer"
e é uma auto-designação usada em
contraste com os antepassados, Waferinaipe, os heróis
culturais e divindades que criaram e prepararam o mundo
para os vivos, os seus descendentes, os Walimanai de hoje.
Essas comunidades indígenas mais freqüentemente
usam como auto-designações os nomes das
suas fratrias como Hohodene, Walipere-dakenai ou Dzauinai.
Os Kuripako, que vivem na Colômbia e no
Alto Içana (Brasil), são aparentados dos
baniwa e falam um dialeto da língua baniwa, mas
não se identificam como subgrupo baniwa. Os Kuripako
moram em comunidades ao longo do Rio Guainía
(nome do Rio Negro fora do Brasil, acima da conexão
com o canal de Casiquiare) e de seus afluentes e no
Alto Içana. Na Venezuela, são chamados
de Wakuenai, auto-designação que significa
"os da nossa língua", e moram em comunidades
ao longo do Rio Guainía e de seus afluentes.
Há um outro grupo de língua aruak distinta,
chamado Baniva, que mora na vila de Marôa, no
Guainía.
A despeito de terem uma identidade específica,
a etnia Kuripako é muito próxima da Baniwa,
de modo que as informações relativas aos
Baniwa nos demais itens desta seção podem,
em grande medida, ser estendidas aos Kuripako.
|