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A bacia hidrográfica do Rio Içana tem
suas nascentes na Colômbia, mas logo em seguida
passa a delimitar a fronteira com o Brasil, adentrando
o território brasileiro na direção
sudoeste depois de um pequeno trecho. A extensão
do Içana é de cerca de 696 Km. Das cabeceiras
até o limite Colômbia/Brasil são 76
Km. Serve de fronteira com a Colômbia por mais 110
Km e daí até a foz, no Rio Negro, são
mais 510 Km. No Brasil, apresenta 19 cachoeiras.
Em suas nascentes, o Içana é um
rio de água branca e vai mudando sua cor para
avermelhada e preta após receber as águas
do igarapé Iauareté (ou Iauaiali, como
chamam os Baniwa e Kuripako) e outros. Os maiores afluentes
do Içana são os rios Aiari, Cuiari, Piraiauara
e Cubate, todos eles rios de água preta. O Içana
deságua no Rio Negro acima da foz do Rio Uaupés.
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Os Baniwa estão distribuídos em 93
povoados, entre comunidades e sítios, perfazendo,
no ano de 2000, um total aproximado de 15 mil indivíduos,
estando cerca de 4.026 no Brasil. Em solo brasileiro,
os povoados estão localizados no Baixo e Médio
Içana e nos rios Cubate, Cuiari e Aiari. Os Baniwa
também estão presentes em comunidades do
Alto Rio Negro, nas cidades de São Gabriel, Santa
Isabel e Barcelos. Os Kuripako estão apenas no
Alto Içana e somam, no Brasil, aproximadamente
1.115 pessoas.
Existe uma missão salesiana em Assunção
do Içana desde 1952. Há outras quatro
bases missionárias ao longo do Rio Içana,
todas elas mantidas pela Missão Novas Tribos
do Brasil: Boa Vista, localizada na foz, Tunuí,
no médio curso, São Joaquim e Jerusalém,
na parte alta do Içana (entre os Kuripako). Em
São Joaquim, há também um Pelotão
de Fronteira do Exército.
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