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Os índios Deni habitam uma extensa região compreendida entre os rios Juruá e Purus, nos municípios de Itamarati, Lábrea
e Tapauá, no Estado do Amazonas. Segundo o relatório ambiental elaborado por Pezzuti, a área indígena pertence à bacia hidrográfica
do Solimões e é drenada por um afluente do Juruá, o Rio Xeruã, e pelo Canaçã e Cuniuá, afluentes do Tapauá, que por sua vez deságua
no Purus. A Terra Indígena Deni está inserida na região que separa a bacia de drenagem destes dois grandes rios de água branca
(o Juruá e o Purus).
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Para fins de análise, a Terra Indígena pode
ser dividida em duas porções: a Ocidental e a Oriental.
Na porção ocidental existem quatro aldeias, situadas
no rio Xeruã e em alguns de seus afluentes. São elas:
Rezemã, Morada Nova, Boiador e Itaúba. O Xeruã é afluente
do rio Juruá. Na porção oriental existem mais quatro
aldeias, todas situadas à margem do rio Cuniuá, afluente
do rio Purus: Cidadezinha, Marrecão, Visagem e Samaúma.
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Não há ligação fluvial entre o Xeruã e o Cuniuá; por via terrestre existe um varadouro (caminho pela mata) que liga a
aldeia Itaúba à antiga aldeia Kumarú Novo. A viagem dura em média três dias. Para as outras aldeias, a viagem pode se estender
por uma ou duas semanas. Existem diversos varadouros que interligam as aldeias e locais de caça, coleta e pesca.
Em maio de 1999, constatamos que 666 índios
habitavam a Terra Indígena em 116 residências distribuídas
por nove aldeias. Dados atualizados em 2002 pelas ONGs
Greenpeace, CIMI e OPAN indicam um crescimento da população
para 736 pessoas, em oito aldeias.
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