A
religião católica, que os Galibi-Marworno
dizem seguir, se faz presente através dos ritos
ligados ao ciclo de vida: batismo, casamento e funeral.
Os dois primeiros são celebrados pelo padre quando
visita a aldeia. Os ritos funerários são
mais tradicionais. O morto é velado em casa,
a noite toda, acompanhado por cantos em patois e bastante
animação, sendo que as pessoas comem,
bebem, jogam e conversam alegremente. Algum tempo depois
de enterrado, o mesmo ritual se repete, durante uma
noite inteira até o amanhecer.
O calendário de festas inclui
a festa de Santa Maria que começa no dia 5 de
agosto e acaba no dia 17. Ela é precedida pela
charité, quando uma procissão com músicos
e o maître charité visitam todas as casas
da aldeia para recolher uma contribuição
em dinheiro ou espécie para a festa. Depois é
levantado o mastro, carregado de frutas, em frente à
igreja. Realizam-se ladainhas de noite e procissões
com a Virgem, de tarde. Um número elevado de
festeiros (eram 16 em 1996), fazem a promessa, no ano
anterior, de se dedicar à realização
da festa. Com os seus familiares preparam as comidas,
compram as bebidas, enfeitam o salão e cuidam
da ordem pública, tarefa necessária por
causa de alguns excessos com bebidas. Muitas pessoas
vêm de outras aldeias, do Curipi, Urucauá,
Oiapoque, Cassiporé, Saint Georges e mesmo Caiena.
Também participam funcionários da FUNAI
e outras autoridades. Se é época de eleições,
os candidatos aproveitam a ocasião para fazer
sua campanha, ajudando nas despesas, o que é
chamado de presente "da política".
A comida é farta, não há peixe,
porém, apenas carne. O baile dura três
dias, sendo obrigatória a permanência no
salão durante toda a noite até o amanhecer.
Outras festas são as de São Benedito,
na época de Natal, e as festas cívicas
brasileiras.
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