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A subsistência provém basicamente
da agricultura. Todo homem galibi que se preze tem uma
roça bonita da qual cuida diariamente junto com
sua família. Quando um Galibi fala de seu abattis"
(roça) ele disse tudo. Às vezes quem tem
netos e sobrinhos já reserva, como herança,
um pedaço de terra para eles.
Na aldeia Galibi, há cinco
roças plantadas, localizadas a poucos minutos
das casas de seus donos. Os índios plantam mandioca,
cará, batata, macaxeira, banana, abacaxi, milho,
tomate e maracujá. Há inúmeras
árvores frutíferas nas cercanias de cada
casa, coco, abacate, laranja e tangerina, abiú
e muitos cajueiros, além das imensas mangueiras
que compõem a paisagem típica da aldeia.
A caça e a pesca constituem
o resto da dieta alimentar. Atualmente, essas atividades
são apenas desenvolvidas por dois homens na aldeia,
o que restringe o seu consumo. Como os idosos recebem
a sua aposentadoria do Funrural, eles compram peixe
de pescadores das imediações e carne de
frango em Oiapoque, além de outros produtos alimentícios.
Duas especialidades dos Galibi merecem
ser mencionadas. As "galettes" de mandioca,
o pão indígena, feitos de mandioca ralada,
mas nunca de puba, a farinha d'água, o que, segundo
eles, as tornaria sem substância. É um
tipo de beiju, grosso. Quando bem feitas, elas podem
ser guardadas em lugar seco por muito tempo. O segundo
item é o caxixi, bebida fermentada de mandioca,
bem fina e de cor rosada devido a uma batatinha vermelha
específica para o seu preparo. Às vezes,
o Sr. Lod brinca e o oferece como sendo um apéritif
ou digestif. O peixe defumado e ensopado com cará
é também um prato típico, muito
valorizado.
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