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A principal festa celebrada por esse povo é
a de iniciação masculina, designada Moyngo,
em que são tatuados os rostos dos meninos. O
ritual é antecedido por muitas sessões
da dança e, ao final, por uma grande caçada,
da qual participam os pais das crianças a serem
tatuadas, que são os donos da festa. Depois de
cerca de um mês, um mensageiro da expedição
é enviado à aldeia anunciando a volta
dos caçadores. No dia seguinte, durante uma sessão
de danças ao som de flautas e o canto do cacique,
vão chegando os caçadores com uma cesta
imensa, repleta de caças (sobretudo macacos).
Os caçadores acampam próximos à
aldeia e as mulheres vão até lá
buscar caça moqueada e levar beijus. Os participantes
revestem o corpo com uma resina de madeira e nele grudam
penas de aves. Entram na aldeia ao anoitecer e bebem
perereba doce (mingau). Em seguida, cada homem dança
segurando em uma mão uma criança que será
tatuada e na outra uma tocha. Novamente passam uma noite
inteira dançando. Por fim, na derradeira manhã
de festa, as crianças são tatuadas. Primeiro
se fazem incisões (listras) no rosto da criança
com espinho de tucum e então passam o carvão
extraído da resina do jatobá.
Os Ikpeng também adotaram algumas festas
alto-xinguanas, como o Tawarawanã e o Yamurikumã,
que realizam anualmente. Ademais, muitos adereços
típicos dos índios do Alto Xingu, como
os colares de caramujo ou pinturas corporais, foram
incorporados (Para saber mais sobre os rituais e cultura
material alto-xinguana, ver a página do Parque
Indígena do Xingu).
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