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Quase
não há relatos sobre a religião
étnica e a mitologia. Rangel, no entanto,
dedicou uma parte de sua tese a teorias sobre o
xamanismo Jamamadi, interpretando-o como responsável
pela fissão das comunidades. Nossos conhecimentos
sobre rituais e festas Jamamadi também são
muito fragmentários. Uma das festas mais
importantes parece ser a iniciação
feminina, isto é, uma série de rituais
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que marcam a transição das meninas para
o status de adultas.
O que pode ser observado com facilidade,
no entanto, é o apreço ao rapé
(sina) na vida cotidiana. Ele é feito de folhas
verdes de tabaco, que são tostadas, secadas e
socadas dentro de um ouriço de castanha-do-pará.
Acrescenta-se ao pó uma porção
de cinza de cacau. O rapé é consumido
em diversas ocasiões.
Os Jamamadi praticam o "ritual
do chinã" (trata-se do aportuguesamento
do termo indígena sina, que significa rapé),
no qual toda a família participa. O dono da casa
coloca uma porção de sina numa folha verde
e a segura na palma da mão, então ela
é passada de um para o outro, sendo usado um
osso da perna do gavião para a inalação.
O orifício do osso é alisado com cera
para facilitar adaptá-lo à narina. Depois
se limpa o interior do osso com uma pena.
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