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Os
grupos locais geralmente são muito pequenos.
Uma aldeia com mais de 100 habitantes é fora
do padrão. A descendência se dá
em linha paterna (patrilinearidade). Quanto às
alianças matrimoniais, tradicionalmente é
dada preferência aos casamentos com primos
cruzados (filhos da irmã do pai ou filhos
do irmão da mãe). Este padrão
básico foi conservado até hoje, mas
as exceções à esta regra |
estão se multiplicando em algumas comunidades,
talvez devido à influência missionária.
A regra de residência pós-nupcial
é morar com a família da mulher (uxorilocalidade),
combinada com a obrigação do genro de
prestar serviços ao sogro. Depois do nascimento
do primeiro filho, existe a possibilidade de optar por
uma nova residência. Há ainda uma regra
tradicional segundo a qual o primeiro filho é
criado pela avó materna, enquanto os filhos nascidos
posteriormente são criados pela avó paterna.
Os casamentos são muito estáveis
em geral. A taxa de divórcio já era muito
baixa antes da chegada dos missionários, mas
o comportamento sexual extraconjugal, que antigamente
era muito liberal, foi alterado.
Os nomes pessoais continuam a ser
indígenas, mas, ao mesmo tempo, são usados
nomes cristãos-portugueses para os registros
oficiais.
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