 |
::01 |
 |
|
Os
maiores problemas para a segurança dos limites
das Terras Indígenas são invasões
temporárias de ribeirinhos e madeireiras.
Os invasores ribeirinhos geralmente caçam
e pescam dentro das terras, mas até agora
poucos tentaram fixar suas moradias dentro delas.
As madeireiras costumam operar naquelas partes das
Terras Indígenas menos vigiadas pelos Jamamadi
e pouco controladas por eventuais |
equipes do Ibama ou da Funai. Outro problema sério,
anteriormente apontado, é a exploração
dos Jamamadi por comerciantes fluviais.
A população Jamamadi
é atendida pelos postos da Funai em Lábrea,
Pauini e Boca do Acre, mas a presença da Funai
nas aldeias Jamamadi é esporádica, dependendo
das condições de transporte para os funcionários
do órgão. A presença de missionários
dao SIL, no entanto, é permanente. Sua política
é reduzir os contatos dos Jamamadi com a sociedade
envolvente ao mínimo necessário e instruí-los
apenas na língua indígena.
Os resultados desta política
são ambíguos. Por um lado, os Jamamadi
ficam menos expostos aos negócios fraudulentos
dos regatões e sua situação de
saúde melhorou consideravelmente nestas últimas
décadas. Em contrapartida, é a missão
que intervém, consciente ou inconscientemente,
em muitos aspectos da cultura Jamamadi, substituindo
a Funai em grande parte e por muito tempo.
|