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A junção de todas as atividades
econômicas Jiahui, assim como dos Kagwahiva em
geral, dá-se através de uma festa, central
na cultura nativa. Todo ano, na época de início
do plantio, os Kagwahiva preparam uma grande festa denominada
Mboatava, nome advindo da palavra castanha. O
prato principal servido no ritual é a carne de
anta ou taiaho (queixada) cozida no leite de
castanha.
Esta
festa, cada vez mais, tem se tornado o pólo catalisador
dos grupos falantes da mesma língua, constituindo
um referencial identitário e político
para os Kagwahiva em geral. Nos últimos anos,
o ritual tem sido realizado nas aldeias Tenharim e,
além de aglutinar todos os Kagwahiva, têm
atraído administradores regionais da Funai, missionários,
representantes do poder público local e ONGs.
Com a constituição da aldeia Jui
e com a definição dos limites territoriais,
os Jiahui estão fortemente propensos a realizar
um Mboatava próprio. Segundo os jiahui
Irá e Ñagweai, a festa realizada
pelos Jiahui era semelhante à realizada pelos
Tenharim, mas tinha algumas particularidades.
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