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Atualmente, os Kalapalo vivem em duas
aldeias, uma delas denominada Aiha (que
significa algo "acabado", "pronto"),
localizada a sudeste do Rio Kuluene, e outra chamada
Tanguro, nas margens do Rio Kuluene e próxima
ao limite do Parque do Xingu. Além dessas
aldeias, alguns Kalapalo vivem nos Postos Indígenas
de Vigilância (PIV) Tanguro e Kuluene. O
PIV Tanguro localiza-se nas margens do rio de
mesmo nome, no limite do Parque, e o PIV Kuluene
nas margens desse rio, também no limite.
As antigas aldeias kalapalo localizavam-se
mais ao sul, em ambas as margens do Rio Kuluene.
Os Kalapalo mudaram-se com relutância para
a sua localização recente, depois
que, em 1961, foram formalmente estabelecidas
as fronteiras do Parque Indígena do Xingu
e outros grupos foram encorajados a se mover para
as proximidades do Posto Leonardo, de maneira
a controlar o contato com estranhos e a obter
ajuda médica em caso de epidemias. Ainda
assim, constantemente retornam ao seu território
tradicional para colher pequi nas formações
arbustivas encontradas em torno das velhas aldeias,
ou para procurar caramujos para confeccionar ornamentos
de conchas (uma especialidade deste grupo), pescando
e fazendo roças de mandioca, batata doce
e algodão em vários lugares no curso
do Rio Kuluene.
Contudo, muitos de seus pequizais ficaram
fora da área demarcada e foram destruídos
por fazendeiros. No momento os Kalapalo reivindicam
a retomada de parte desse território junto
à Funai, na região da atual fazenda
Sayonara. Representantes desse povo também
têm participado
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