| Os
trabalhos dedicados diretamente aos Kariri-Xocó
são as teses de doutorado de Vera Lúcia
Calheiros Mata, A semente da terra, referente à
identidade e a recuperação de suas terras,
apresentada no Museu Nacional em 1989, e a de Clarice
de Novaes Mota, As Jurema told us, que focaliza o uso
das plantas medicinais, na Universidade do Texas em
1987, que retoma o tema no artigo "Sob as ordens
da Jurema", publicado na recente coletânea
Xamanismo no Brasil, organizada por Jean Langdon.
Referente aos Kariri, há também um trabalho
de mais de quarenta anos, de Alfonso Trujillo-Ferrari.
Da mesma época é o levantamento geral
dos índios do médio e baixo São
Francisco feito por W.D. Hohenthal Jr.
Datam do final período colonial
as Informações sobre os índios
bárbaros dos certões de Pernambuco, de
Frei Vital Frescarolo. Também sobre o passado
colonial há uma tese de doutorado recente de
Pedro Putoni, A guerra dos bárbaros, defendida
na Universidade de São Paulo em 1998. O Diário
da Viagem ao Norte do Brasil, de Pedro II, mostra os
preconceitos do imperador para com os índios
que então estavam em vias de perder suas terras.
O Prof. Luís Sávio
de Almeida, da UFAL, está orientando duas monografias
sobre os Kariri-Xocó de alunas de graduação
em História; uma delas sobre o Toré, enquanto
dança ritual.
O Museu do Índio, no Rio de
Janeiro, dispõe de documentos textuais de 1950
a 1954 e também documentação microfilmada.
O professor de fotografia Celso Brandão, do Departamento
de Comunicação da Universidade Federal
de Alagoas, possui material fotográfico sobre
indígenas do mesmo Estado. |