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A etnografia katukina começou a ser elaborada
por Edilene Coffaci de Lima, que fez vários períodos
de pesquisa de campo desde o início de 90. As relações
interétnicas e a organização social katukina foram abordadas
em sua dissertação de mestrado, defendida na Universidade
de São Paulo, e também em artigos publicados em revistas
especializadas. No momento, Lima pesquisa a noção de
pessoa e o xamanismo katukina, como doutoranda na Universidade
de São Paulo.
A língua katukina tem sido tratada em diversos
estudos. A nasalização vocálica e a fonologia da língua
katukina foram o tema da dissertação de mestrado de
Luizete Guimarães Barros, defendida na Universidade
Estadual de Campinas. Maria Sueli de Aguiar pesquisou
a sintaxe da língua katukina tanto no mestrado quanto
no doutorado, ambos defendidos na Universidade Estadual
de Campinas, e também em artigos publicados em revistas
especializadas. Aguiar continua pesquisando entre os
Katukina e, atualmente, seus trabalhos incluem a preparação
de um vídeo sobre aspectos gerais da cultura katukina
e a futura publicação de um dicionário katukina-português.
Uma nova pesquisa sobre a língua katukina está
em andamento: Élder José Lanes, mestrando da UFRJ, elabora
um estudo comparativo entre as línguas Katukina, Shanenawa,
Yawanawá e Poyanawa, entre outras línguas pano.
Fora do âmbito estritamente acadêmico, a Missão
Novas Tribos do Brasil mantém publicações de livros
de alfabetização na língua katukina. Os índios Benjamim
André Katukina (Shere) e Francisco Chagas Katukina (Teka)
organizaram uma coletânea de mitos katukina e diversos
livros de alfabetização, todos publicados pela CPI-AC.
O padre espiritano Constantin Tastevin é o autor
dos melhores registros históricos, mas também etnográficos,
sobre os grupos conhecidos como Katukina nas duas primeiras
décadas deste século.
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