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KRAHÔ   
foto: Michel Pellanders, 1988
 
Outros nomes:
Mehim, Mãkrare, Quenpokrare

Onde estão:
Nordeste do Tocantins

Quantos são:
2.000 (em 1999)

Língua:
Timbira Oriental, da família Jê

Nos seus dois séculos de contato com os brancos, os Krahô têm vivido reviravoltas e inversões de situação: ora aliados dos fazendeiros, ora por estes massacrados em 1940; nos anos 50 seguiram um profeta que prometia transformá-los em civilizados e em 1986 empenharam-se em uma reivindicação que implicava justamente no oposto, na sua afirmação étnica: foram em 1986 ao Museu Paulista, em busca da recuperação do machado semilunar, caro a suas tradições. Assíduos viajantes às grandes cidades, cujas ruas e autoridades conhecem melhor que os sertanejos que os cercam, com freqüência telefonam a seus esquivos amigos urbanos a pedir miçangas, tecidos e reses para abate, indispensáveis à execução de seus ritos.

Julio Cezar Melatti
Universidade de Brasília
melatti@unb.br
dezembro de 1999

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