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seus dois séculos de contato com os brancos,
os Krahô têm vivido reviravoltas e
inversões de situação: ora
aliados dos fazendeiros, ora por estes massacrados
em 1940; nos anos 50 seguiram um profeta que prometia
transformá-los em civilizados e em 1986
empenharam-se em uma reivindicação
que implicava justamente no oposto, na sua afirmação
étnica: foram em 1986 ao Museu Paulista,
em busca da recuperação do machado
semilunar, caro a suas tradições.
Assíduos viajantes às grandes cidades,
cujas ruas e autoridades conhecem melhor que os
sertanejos que os cercam, com freqüência
telefonam a seus esquivos amigos urbanos a pedir
miçangas, tecidos e reses para abate, indispensáveis
à execução de seus ritos.
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