Os Kulina dominam as técnicas de cultivo
e processamento do algodão, dele produzindo suas
roupas, tingidas com urucum, bem como suas redes, bolsas
e cintos, os quais comercializam esporadicamente nas
cidades ou por meio dos múltiplos agentes que
eventualmente freqüentam suas aldeias.
Como seus vizinhos Kaxinawa produzem colares
com dentes de animais, sementes e valorizam sobremaneira
as pedras, por vezes até lhes atribuindo propriedades
mágicas. Utilizam-se bastante das várias
espécies de palmeira para adornos rituais, assim
como chapéus de faixas de palmeira, saias e faixas
corporais. Também são famosos pelos trabalhos
em madeira maciça, tais como bancos em forma
de animais como jacarés, antas e onças,
além de pequenos bonecos esculpidos e barcos.
Cada aldeia tem um campo de futebol e são
freqüentes os torneios entre aldeias que provocam
deslocamento de dias de viagem, com jogos que duram
horas e horas e que costumam terminar empatados.
As mulheres Kulina são famosas pela sua
culinária que, embora de cardápio relativamente
simples e repetitivo, produz pratos deliciosos, tais
como os peixes moqueados, cozidos, as sopas de tatu,
carne de porco cozida com ervas, mingau feito com água
e banana defumada (bare pahani), entre outras
delícias herdadas de gerações.
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