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As primeiras referências bibliográficas
sobre os Kulina aparecem em Chandlles (1866) geógrafo
da Royal Geographical Society, que navegou pela bacia
do Juruá / Purús. Afora os ocasionais
relatórios de viajantes é apenas com Patsy
Adams (1962, 1964) que surgem as primeiras informações
sobre essa etnia. Adams estuda a música kulina
e seu trabalho é valioso no sentido de fornecer
pistas sobre sua excepcional capacidade de resistência
cultural.
Em 1978 temos os relatórios de Anthony
Seeger e Arno Vogel sobre algumas tribos do Acre além
do de Eduardo Viveiros de Castro para a FUNAI, do mesmo
período, fornecendo já algumas informações
sobre o sib, problemas de contato e situação
fundiária.
Em 1984 temos a compilação e
edição do valioso Dicionário Kulina-Português
e Português-Kulina de Abel O. Silva e Ruth
M. F. Monserrat.
Nas décadas de 1980 e 1990 ocorre um
incremento da produção antropológica
sobre os Kulina, além das contribuições
dos luteranos que trabalham mais diretamente com essa
etnia, entre eles os de Lori Altmann (1982, 1990, 2000)
e Roberto Zwetsh (1993). Entre os antropólogos
incluem-se os trabalhos de Donald Pollock (1985,1992)
sobre xamanismo; a coletânea Acre: História
e Etnologia do Núcleo de Etnologia Indígena
(1991, org. Marco A. Gonçalves); o trabalho da
antropóloga canadense Claire Lorrain (1994) sobre
gênero, além dos de Domingos Silva (1997,
1998, 1999, 2001) sobre música, xamanismo e construção
da pessoa.
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