Expulsos de suas terras por fazendeiros após a abertura
da BR-364, na década de 60, o povo Kwazá perdeu muitos
dos seus integrantes e de suas cultura. Hoje são apenas
25 pessoas, que vivem juntas com os Aikanã e Latundê, no
sul de Rondônia, desde tempo imemorial.
Eram conhecidos na literatura como 'Koaiá'. Seus
vizinhos tradicionais eram os Aikanã, Kanoê, Tuparí, Mekens/Sakirap,
Salamãi e, possivelmente, alguns outros. Esses povos mantinham
relações entre si, através de troca de mulheres, festas,
guerras. Suas línguas não são mutuamente inteligíveis. Mesmo
assim, suas culturas são muito parecidas, provavelmente
por causa dos contatos intertribais e dos recursos de subsistência
comuns na região. Hoje a maioria desses povos ou foram dizimados
ou vivem espalhados, com as suas culturas destruídas pelo
contato com a sociedade nacional, desde o início do século.
Dos falantes da língua Kwazá sobraram mais ou menos
25 pessoas. A maioria dos Kwazá já está
mestiçada com os Aikanã e mora na Terra Indígena Tubarão-Latundê,
em Rondônia, junto com os remanescentes dos povos Aikanã
e Latundê. Existe também uma família mista de Kwazá
e Aikanã, fora dessa Terra Indígena, situada em uma pequena
área na região do igarapé São Pedro, a qual está
em processo de reconhecimento para se tornar Terra Indígena.