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Em comparação com os vizinhos
Tukano e Aruak, os Maku possuem uma cultura material
rudimentar na origem: canoas, bancos rituais, potes
de cerâmica, pintura corporal e flautas sagradas
de iniciação masculina, entre outros,
são itens copiados dos vizinhos. Os itens de
origem Maku parecem ser o aturá (um cesto cargueiro
bastante resistente) e a zarabatana. Esta, aliás,
é instrumento de concorridos torneios de tiro
ao alvo, principalmente entre os Nadöb. Outros
jogos apreciados pelos Maku são a piorra assoviadora,
feita de coquinho e haste de paxiúba, a caça
ao pombo a pedradas e certas traquinagens com animais:
um homem, espreguiçando-se na rede, mata tempo
oferecendo um pedaço de beiju simultaneamente
ao seu tucano de estimação e ao seu cão
de caça, para ver a ave desferir dolorosas bicadas
no focinho do rival; crianças se divertem amarrando
tições flamejantes ao rabo de cachorros
vadios, para vê-los em espavorida disparada, enquanto
a aldeia inteira se dobra de rir. Acrescente-se a simples
galhofa, inclusive comparações de pênis
e vulvas, com abundantes metáforas desabonadoras,
além dos comentários debochados, em coletiva
voz de falsete, sobre antigos namoros alheios.
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