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As
seis línguas Maku são aparentadas entre si, formando
o que se pode chamar de família lingüística Maku.
Até onde se sabe, essa família nada tem a ver com
as famílias Tukano ou Aruak, se excetuarmos alguns
evidentes e poucos empréstimos. |
Praticamente todos os
Maku são falantes de suas línguas. Devido à proximidade
dos Tukano, os Maku da área do Uaupés (Bara, Hupda e
Yuhupde) falam línguas Tukano, dando curso ao multi-lingüismo
característico da região. Por outro lado, os Tukano
têm sido uma espécie de barreira aculturativa para os
Maku do Uaupés, pois atuam como intermediários no contato
com os brancos, de modo que apenas cerca de 20% desses
Maku sabem se expressar em português ou espanhol. Os
Nukak, de contato muito recente (1988),
pouco falam o espanhol ou qualquer outra língua que
não a deles. Quanto aos Dow e Nadöb, de contato
antigo (século XVIII) e sem a "barreira Tukano"
na vizinhança, a grande maioria se expressa bem em português
e nheengatu (língua geral ou tupi amazônico, falado
majoritariamente pela população ribeirinha do médio
e baixo Rio Negro, descendente dos Baré, que vem se
proclamando índia à medida em que avança na região o
movimento indígena).
As línguas Maku têm sido
estudadas em graus diversos. Bara (Kakwa), Hupda, Yuhupde
e Nadöb mereceram estudos preliminares efetuados
por missionários do SIL, assim como o Dow, por parte
dos missionários da ALEM. No entanto, nenhum desses
estudos resultou em instrumentos eficazes para o desenvolvimento
da educação bilíngüe, uma demanda cada vez mais colocada
pelos Maku, em justa reação à hegemonia da língua Dahséa
(Tukano) nas escolas locais, mantidas pelo município
e coordenadas pelos missionários católicos salesianos.
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