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O etnólogo Peter Silverwood-Cope
foi quem inaugurou a pesquisa de campo intensiva sobre
os Maku, mais especificamente sobre os Bara, permanecendo
entre eles de 1968 a 1970. Sua tese de doutorado, recentemente
publicada em português (Silverwood-Cope, 1990) aborda
aspectos diversos da cultura Maku, tais como sua base
ecológico-econômica, a organização sociopolítica, bem
como as concepções mitológicas e cosmológicas.
Na década seguinte, Howard
Reid (1979) enfocou a mobilidade, o ciclo de desenvolvimento
do indivíduo e a mudança cultural entre os Hupda - sem
no entanto descuidar dos aspectos etnográficos mais
tradicionais, como a etnografia da caça e coleta, a
estrutura de parentesco, os rituais e a mitologia.
A partir dos anos 1980,
Pozzobon (1984, 1992) se dedicou ao estudo da organização
social dos Maku, estabelecendo um modelo socioestrutural
generalizável para os Bara, Hupda e Yuhupde, baseado
nas relações entre a identidade étnica, a endogamia
regional/dialetal e a demografia das unidades sociais
significativas. Deve-se mencionar ainda os estudos de
Athias (1995, 1998) sobre os Hupda sedentarizados em
povoados-missão, enfocando diversos aspectos da ecologia,
economia, organização social e cosmologia, sobretudo
concepções ligadas à saúde e à doença.
Sobre os Nukak,
veja-se os trabalhos de Franky Calvo, Cabrera Becerra
e Mahecha (1995, 1999), bem como o de Politis (1996),
dedicados a aspectos lingüísticos, à mobilidade espacial
e à etnografia geral deste povo. Finalmente, sobre os
Nadöb há os trabalhos de Schultz (1959), Münzel (1969)
e Pozzobon (1998), que, embora não resultem de etnografias
intensivas, fornecem informações importantes sobre essa
fração pouco conhecida do povo Maku.
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