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Afora a nominação, dois
outros rituais Maku utilizam alucinógenos do gênero banisteriopsis.
Um deles é o ritual do jurupari, de origem ribeirinha,
em que os meninos são iniciados na idade adulta. Neste
rito, que consiste em representar teatralmente a chegada
da anaconda ancestral aos trechos de rio atualmente ocupados
pelos Tukano, os homens tocam as flautas sagradas, que
não podem ser vistas pelas
mulheres. O outro rito é a dança e o cântico do kaapi
wayá, também de origem ribeirinha, em que o caminho
serpenteante da anaconda é encenado, porém sem as flautas
sagradas. Além destes, há o dabocuri, igualmente
vindo dos índios do rio. É uma festa profana, divertida
e alcoolizada. Entre os Maku, muitas vezes termina em
verdadeiras batalhas campais, com safanões, pauladas e
gritarias madrugadoras, cuja conseqüência, além de uma
porção de hematomas, costuma ser a dispersão dos co-residentes
em vários acampamentos de caça ou uma estratégica mudança
de aldeia.
Em
relação ao xamanismo, de modo geral,
pode-se dizer que todos os velhos Maku são xamãs. Estes,
porém, são de dois tipos: os rezadores (bididu)
e os homens-onça (nyaam hupdu).
Os primeiros curam através de reza. Os últimos, através
da extração do mal por meio de sucção. Freqüentemente,
o mesmo indivíduo desempenha ambas as funções. Em qualquer
dos casos, não inspira muito temor entre seus pares,
sendo, antes, um dos alvos prediletos dos deboches.
Mas por vezes pode ser acusado de malefícios e doenças,
ocasião em que as pessoas que se julgam atingidas mudam
de aldeia ou "ficam no mato até a raiva passar".
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