Manoki é como se autodenominam os índios
mais conhecidos como Irantxe, cuja língua não
tem proximidade com outras famílias lingüísticas.
Sua história, contudo, não é muito
diferente da maioria dos índios no Brasil: foram
praticamente dizimados em decorrência de massacres
e doenças advindas do contato com os brancos. Em
meados do século XX, a maior parte dos sobreviventes
não viu alternativa senão viver em uma missão
jesuítica, responsável por profunda desestruturação
sócio-cultural do grupo. Em 1968, os Manoki receberam
do governo federal uma terra fora de sua área de
ocupação histórica, cujas características
ambientais inviabilizaram o uso tradicional dos recursos.
Destino um pouco diverso teve os Myky, grupo manoki que
se manteve isolado da sociedade nacional até 1971.
Desde então, passaram a sofrer igualmente as conseqüências
do cerco da especulação imobiliária
em seu território. Atualmente ambos grupos estão
reivindicando a ampliação de suas terras.
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Rinaldo S.V. Arruda
Pontifícia Universidade Católica de São
Paulo rinaldo@pucsp.br
Maio de 2003 |
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