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Em meio às muitas semelhanças entre
os povos alto-xinguanos, a característica mais
relevante que os diferenciam é a língua.
"Apenas aqueles que falam a nossa língua são
iguais a nós", disse certa vez um chefe mehinako
em um discurso na praça da aldeia. Falantes de
uma língua da família Aruak, o único
grupo que fala uma língua próxima são
os Waujá, muitas vezes referidos como "nossos
outros", expressão de seu parentesco e proximidade.
Em contrapartida, os demais xinguanos podem ser simplesmente
chamados de "outros".
A questão da fala comum é de grande
importância aos Mehinako, uma vez que eles só
se sentem à vontade para falar outras línguas
que realmente conhecem. Homens e mulheres que se casam
em outras aldeias relutam em falar uma nova língua
de modo incorreto, buscando aprendê-la em um momento
anterior. Mesmo quando o domínio pleno da língua
é alcançado, os Mehinako permanecem reticentes
em usá-la em situações públicas.
A variante waujá do Aruak é inteligível
para falantes do mehinako, mas as línguas guardam
algumas diferenças. Muitos termos do vocabulário
básico são distintos, bem como as terminações
verbais e o sistema fonético.
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