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A existência de territórios
indígenas Miranha foi reconhecida pelo Serviço
de Proteção aos Índios no médio
Solimões e Japurá desde as primeiras décadas
do século XX. A TI Méria (município
de Alvarães, no médio Solimões,
AM) foi demarcada em 1929, por aquele organismo, com
área de 585,49 ha e perímetro de 12 km
(sendo homologada apenas em 1993). A TI Miratu (município
de Uarini, no médio Solimões, AM) foi
demarcada em 1982, pela FUNAI, com área de 13.198,78
ha e perímetro de 48 km (homologada em 91). A
delimitação da TI Cuiú-Cuiú
(município de Maraã, no Japurá,
AM), que tem uma área e 38.310 ha e perímetro
de 112 km, foi oficialmente reconhecida em 1998 e homologada
em 2003, sendo sobreposta à Reserva de Desenvolvimento
Sustentável Amanã, contígua à
RDS Mamirauá..
A existência deste povo preexiste às
fronteiras nacionais, e, nos dias de hoje, seus representantes
vivem não só no Brasil, mas também
na Colômbia, onde se registram cerca de 600 Miranha,
600 Bora e 1.900 Uitoto. No Peru, vivem cerca de 2.000
índios Bora e 1.000 Uitoto. Embora os Miranha
do Brasil e Colômbia não estejam em contato
direto, a sua proveniência comum os leva a se
considerar como um mesmo povo.
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