O povo Miranha aparece, na história
indígena, como uma espécie de anti-herói.
Considerados como "bárbaros" e "antropófagos"
pelos naturalistas, seus chefes ficaram conhecidos por vender
aos brancos prisioneiros inimigos, membros de hordas rivais,
ou mesmo seus próprios(as) filhos(as). O impacto
das frentes dos Estados nacionais do século XX, no
entanto, submeteu seus descendentes enquanto grupos etnicamente
estigmatizados.