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NOME E LÍNGUA   
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NOME E LÍNGUA

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O termo Miranha foi empregado na sociedade colonial como um classificador genérico, que englobaria tribos inimigas, cuja linguagem não seria mutuamente comprensível (mais informações sobre a denominação estão no item "A formação das terras Miranha").

A língua Miranha é considerada uma variante muito próxima da língua Bora, que faz parte de um conjunto de línguas estreitamente aparentadas entre si, o qual, por sua vez, integra-se à família à qual pertence a língua Uitoto.

A língua Miranha não é utilizada de modo corrente entre os Miranha brasileiros, cuja comunicação é estabelecida em português, ainda que se encontrem no Brasil antigos falantes desta língua e seus descendentes. Eles sabem que existem, na Colômbia, grupos Miranha que mantêm a comunicação em língua nativa. No Brasil, alimentam um antigo interesse de intercâmbio com os Miranha colombianos, afirmando que desejariam "trazer de lá um professor que pudesse ensinar a língua Miranha" na escola.

No entanto, como os conflitos fronteiriços são constitutivos das nacionalidades de "brasileiro" e "colombiano" em âmbito local, acentua-se o caráter contrastivo das identidades de "Miranha brasileiro" e "Miranha colombiano", criando dificuldades para que este tipo de intercâmbio, que não é bem visto pela FUNAI e outros atores locais, venha a se concretizar.

01:: Porto dos Miranhas, rio Japurá. Desenho: Spix e Martius, século XIX.

Priscila Faulhaber
priscila@museu-goeldi.br
Museu Paraense Emílio Goeldi

Junho de 1999

 
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