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O termo Miranha foi empregado na sociedade
colonial como um classificador genérico, que
englobaria tribos inimigas, cuja linguagem não
seria mutuamente comprensível (mais informações
sobre a denominação estão no item
"A formação
das terras Miranha").
A língua Miranha é considerada uma variante
muito próxima da língua Bora, que faz
parte de um conjunto de línguas estreitamente
aparentadas entre si, o qual, por sua vez, integra-se
à família à qual pertence a língua
Uitoto.
A língua Miranha não
é utilizada de modo corrente entre os Miranha
brasileiros, cuja comunicação é
estabelecida em português, ainda que se encontrem
no Brasil antigos falantes desta língua e seus
descendentes. Eles sabem que existem, na Colômbia,
grupos Miranha que mantêm a comunicação
em língua nativa. No Brasil, alimentam um antigo
interesse de intercâmbio com os Miranha colombianos,
afirmando que desejariam "trazer de lá um
professor que pudesse ensinar a língua Miranha"
na escola.
No entanto, como os conflitos fronteiriços
são constitutivos das nacionalidades de "brasileiro"
e "colombiano" em âmbito local, acentua-se
o caráter contrastivo das identidades de "Miranha
brasileiro" e "Miranha colombiano", criando
dificuldades para que este tipo de intercâmbio,
que não é bem visto pela FUNAI e outros
atores locais, venha a se concretizar.
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