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povo se tornou conhecido na história da etnologia
do Amazonas primeiramente nos relatos dos naturalistas
viajantes, como Martius e Bates, e do etnólogo
Koch-Grünberg (1910). O registro histórico
de sua desterritorialização pela Casa Arana,
no Putumayo (documentado por Casement e Hardenburg, em
1912) e posterior reterritorialização nos
países fronteiriços, como o Brasil, está
em fontes depositadas no Arquivo Histórico do Itamaraty.
O genocídio e o clima de terror implantados no
Putumayo no auge do período da borracha são
temas recentemente retomados nos trabalhos de Michael
Taussig. Os Miranha são freqüentemente citados
nos textos do missionário e etnólogo Tastevin,
que explorou a região no início do século
XX. Recentemente, a importância dos Miranha para
a história indígena no Brasil foi destacada
por Arnaud (1974) e, no Caquetá, estudada por americanistas
europeus (destacando-se Guyot) e colombianos (Pineda Camacho).
Desde 1981, Priscila Faulhaber vem se dedicando ao estudo
de problemas relacionados a este povo, tema de sua dissertação
de mestrado e um dos focos de sua tese de doutorado, ambas
publicadas (1987 e 1998), elaborando trabalhos antropológicos
tanto de caráter teórico como destinados
a uma divulgação mais ampla. |
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