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As unidades populacionais Miranha
não são fechadas, mas redes sociais móveis,
dentro de um processo dinâmico de interações.
A demarcação de terras não significou
para este povo a fixação em territórios
isolados: eles estão inseridos no circuito rural-urbano
tanto em termos de seus "negócios"
(venda de farinha de mandioca, castanha, frutas e peixe),
quanto na busca de serviços - sobretudo saúde
e educação.
Verifica-se na TI Miratu uma oscilação
de população desde os registros da década
de 1980. Em 1982, a TI Miratu registrava 282 residentes.
Em 1985, ano da demarcação, ali viviam
350 pessoas, tendo este número se retraído,
em 1989, para 262 pessoas. Em fevereiro de 99 foram
computados pela UNI-Tefé 290 pessoas no Miratu.
A TI Méria contava em 1982 com 77 pessoas, tendo
este número decrescido, segundo dados da UNI-Tefé
para a atual população de 26 pessoas.
Em parte, este decréscimo ocorreu por conflitos
internos que implicaram cisões. Quanto à
TI Cuiú-Cuiú, verificou-se o inverso.
Em 1989, apenas três de seus moradores identificavam-se
como Miranha. Em 1998, a UNI-Tefé contou 150
pessoas, em em 1999, 297 pessoas. Este crescimento não
pode ser entendido em termos de crescimento vegetativo
ou por imigração, mas pelo fato de um
número significativo de moradores terem assumido
a identidade Miranha, mobilizando-se organizadamente
pela demarcação das terras do Cuiú-Cuiú
e valorizando positivamente esta identidade étnica.
Atualmente, segundo levantamento da
UNI-TEFÉ de fevereiro de 1999, os Miranha somam
uma população total de 613 pessoas.
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