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Os Nahukuá têm estoques de sal
em sua aldeia, pois preferem esse produto à versão
xinguana composta de cloreto de potássio. Em
relação a outros bens da sociedade não-indígena,
antigamente eles dependiam quase exclusivamente do Posto
Leonardo Villas Bôas par sua aquisição,
mas hoje há um auxiliar de enfermagem indígena
e dois professores assalariados, os quais facilitam
a introdução de bens industrializados
na aldeia.
As atividades agrícolas têm lugar
em terrenos adjacentes à aldeia. A técnica
de coivara é propiciada pelo uso de machados
de ferro. A derrubada da mata ocorre em maio e junho,
quando finda a estação chuvosa. A queimada
ocorre no final de agosto e em setembro, antes da chegada
das novas chuvas. As roças são feitas
em setembro, de acordo com a colheita desejada. Os homens
são responsáveis por essa atividade, assim
como pela coivara, e as mulheres, pela capinagem e coleta.
Apesar da preferência pela pesca, os Nahukuá,
como os demais grupos alto-xinguanos, caçam com
armas de fogo e arcos e flechas. A carne de peixe é
certamente a mais consumida, mas também caçam
macaco, tracajá ou aves como o mutum, o jacu,
o macuco e a pomba, que são consumidos especialmente
quando da proibição de comer peixe. Por
exemplo, diante do nascimento ou doença séria
de uma criança, ao menos a mãe, mas por
vezes também o pai e seus irmãos, evitam
comer peixe por longos períodos. Nesses casos,
apenas mandioca ou a mesma combinada com carne de macaco
ou aves podem ser consumidas.
Além da pesca, a coleta constitui uma
fonte suplementar importante de comida para os Nahukuá.
Os ovos de tracajá, em particular, fornecem uma
alta quantidade de proteína e calorias. Esses
ovos são comidos, crus ou cozidos, junto com
beiju. Durante a estação em que proliferam,
pequenos grupos saem da aldeia por alguns dias e trazem
de volta grandes cestas cheias de ovos, que são
distribuídos na aldeia.
Os padrões de subsistência nahukuá
são muito semelhantes àqueles de outros
grupos alto-xinguanos. Assim, privilegiam o cultivo
de mandioca brava e plantam, em menor quantidade, banana,
batata, melancia, abacaxi e milho.
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