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Em suas viagens pelo rio Xingu entre 1947 e 1949,
Pedro de Lima contou apenas 28 pessoas. Em 1953, uma epidemia
de sarampo eclodiu e o etnólogo Agostinho da Silva
estimou que, nessa época, um mínimo de 35
e um máximo de 44 pessoas viviam juntas em uma
única aldeia. A situação era tão
ruim que a etnóloga Gertrude Dole, em 1954, anunciou
que os Nahukuá já eram um povo extinto.
Entretanto, a melhora no tratamento de saúde e
os casamentos interétnicos permitiram que os Nahukuá
crescessem novamente. Em 1963, contava-se 51 pessoas e,
em 1977, cerca de 69 pessoas moravam na aldeia. O processo
de recuperação demográfica acentuou-se
nos anos posteriores e atualmente os Nahukuá somam
105 indivíduos. |
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01:: Ciranda na aldeia Nahukuá. Foto:
Cláudio Lopes de Jesus, 1998
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