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As relações entre os Nahukuá
e outros grupos na área geralmente são
boas, apesar da longa história de hostilidade
que existe entre algumas dessas etnias. Por exemplo,
os Ikpeng e os Nahukuá guerreavam entre si quando
Von den Steinen chegou à região em 1884.
De fato, a dizimação da população
Nahukuá, que fez com que as nove aldeias contadas
por Ehrenreich em 1929 declinassem para a única
hoje existente, foi atribuída ao conflito interétnico
e a doenças introduzidas pelos não-índios.
Os Nahukuá mantinham contato com os não
índios através do Posto Leonardo Villas
Bôas ou quando iam trabalhar ou comercializar
nas fazendas ou na antiga sede da FAB (Força
Aérea Brasileira), desativada no início
dos anos 90. Mas atualmente, com as várias estradas
de acesso aos municípios e fazendas da região,
os índios saem do Parque para vender artesanato
em Brasília e São Paulo, ou para fazer
compras na região do entorno, principalmente
em Canarana (cidade de fácil acesso e a mais
freqüentada pelos xinguanos).
Já as relações com os outros
povos do Parque se dão sobretudo pelas trocas
e pelos rituais intersocietários, no caso do
Alto Xingu. As lideranças participam das assembléias
promovidas pela ATIX (Associação Terra
Indígena do Xingu), da qual participam todas
as etnias do Parque, para discutir assuntos como a vigilância
do território, saúde e educação.
(Para saber mais sobre as relações entre
os povos do Parque e sobre a Atix, vá à
seção Parque
Indígena do Xingu).
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