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No final da década de 1940, Sophia Müller,
uma missionária evangélica norte-americana
da Missão Novas Tribos (MNT), iniciou a evangelização
dos Kuripako na Colômbia, estendendo esse trabalho
entre os Baniwa do Içana em 1949 e 1950. Pelo menos
no início, a conversão dos Baniwa ao evangelismo
tinha todos os sinais de um movimento milenarista. Com
suas mensagens anticatólicas e pregando a redenção
e o fim dos sofrimentos, a missionária converteu
a maioria dos índios do Içana. Muitos Baniwa
consideravam Müller como uma messias, e vinham de
todos os lados para ouvir a sua pregação
e se converter à nova fé. Muito prejudicados
pelo sistema dos patrões e regatões, embora
procurassem se manter longe dos brancos, os Baniwa aceitaram
o evangelismo como uma forma de resistência à
dominação branca.
Nesse período foi construída a
Missão Salesiana de Assunção, no
Baixo Içana, na tentativa de conter o avanço
evangélico. Não chegou, porém,
a influenciar as comunidades evangélicas a montante.
Assim foi produzida uma divisão entre crentes
e católicos que perdura até hoje.
As comunidades indígenas evangélicas
do Içana integram um sistema denominado Igrejas
Bíblicas Unidas, administrado por anciãos
e diáconos indígenas, escolhidos localmente.
Por cada trecho do rio, uma grupo de comunidades compartilha
mensalmente, em sistema de rodízio, de uma Santa
Ceia. Semestralmente, ocorrem as "Conferências",
eventos promovidos pelas comunidades de dois trechos
contíguos de Santa Ceia e aberta a convidados.
Mais informações sobre o processo de
evangelização no Içana estão
no item "Histórico do Contato" da página
sobre as Etnias do Içana.
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