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PALIKUR |
Outros nomes:
Paricuria, Paricores, Palincur(s), Parikurene, Parinkur-Iéne,
Païkwené
Onde estão:
Brasil (Amapá) e Guiana Francesa
Quantos são:
918 no Brasil (em 2000) e 470 na Guiana Francesa
(em 1980)
Língua:
Païkawaki, da família Aruak
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| Fotos: Vincent Carelli,
1982 |
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No início do século, após
a apropriação do território contestado
pelo Brasil, os Palikur enfrentaram os maus tratos dos fiscais
da aduana brasileira, que os recriminavam por não
falarem o português e os acusavam de fazerem contrabando.
Esta indisposição com o Brasil, decorrente
das relações comerciais estabelecidas há
séculos entre os Palikur e franceses, lhes valeu
o apelido de amis de françois, e funcionou como uma
força de atração para parte da população
indígena, que passou a se estabelecer do outro lado
da fronteira. Atualmente, os Palikur têm aldeias no
Brasil e na Guiana Francesa e mantêm constante trânsito
entre a fronteira. A rede de relações intra-étnicas
se sustenta pelos laços de parentesco, alianças
matrimoniais e trocas comerciais, a despeito das diferenças
econômicas, políticas e sociais entre os dois
países.
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