Como muitos outros grupos na região Nordeste
do Brasil, os Pankaru tiveram sua identidade indígena
reconhecida pelo Estado, bem como a homologação
de suas terras apenas no início dos anos 90. Sua
trajetória foi pontuada por uma sucessão de
conflitos fundiários com grileiros e posseiros, que
ainda não foram totalmente resolvidos. Além
de um histórico de opressão e marginalização
pela sociedade não-indígena, os Pankaru têm
em comum com os demais grupos indígenas chamados
"emergentes" o ritual secreto do "Toré",
marca de identidade e resistência cultural.
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| Ely Souza Estrela
Professora de História da América na Universidade
do Estado da Bahia
elyestrela@bol.com.br
Abril de 2003 |
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