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As casas são do tipo regional, construídas
sobre palafitas. Para subir, coloca-se uma escada de madeira
ou um tronco com pequenos entalhes, capazes de dar apoio
aos pés. As residências podem ter um ou dois
compartimentos. Se tiver dois, usa-se um para dormir e
se reunir e o outro como cozinha. Este tipo de casa é
mais usado na época da cheia, quando se precisa
cuidar das roças, enquanto é possível
encontrar muitas delas desocupadas no verão.
Os "flutuantes" atuais são
balsas com o mesmo tipo de casa, porém sem palafitas.
Por causa das toras grossas que as sustentam, eles são
de difícil remoção e permanecem
amarrados por longas temporadas na beira de lagos, acompanhando
somente as mudanças dos níveis de água.
Eles podem ser removidos, dependendo da vontade dos
moradores, mas trata-se de um empreendimento muito árduo.
Este tipo de habitação permanente não
impede seus moradores de exercerem suas atividades em
terra firme.
Habitações temporárias
são pequenos ranchos ou tapiris, construídos
principalmente com material de palmeiras, para deslocamentos
em curto prazo, seja para as praias fluviais, seja para
a coleta de castanha-do-pará ou outros produtos
florestais.
Entre os objetos de uso doméstico fabricados
pelos Paumari, figuram cestos, peneiros e esteiras simples.
Estas últimas também são chamadas
"a cama do índio" pelos próprios
Paumari, já que antigamente eles não fabricavam
redes. A cerâmica é descrita como rude
e sem pinturas, o que é explicado por vários
autores como resultado da "vida nômade".
O vestuário contemporâneo consiste
em roupas iguais às da população
regional. Antigamente os homens só usavam uma
cinta para fixar o pênis, completada por alguns
fios que o escondiam, e as mulheres, uma tanga de algodão.
A ornamentação corporal principal
antigamente eram linhas vermelhas pintadas com urucum.
Hoje em dia usam-se colares e pulseiras, que também
são fabricados para a comercialização.
As embarcações tradicionais eram
canoas de uma só peça, com 3,5 a 4,5 m
de comprimento, cortadas rente na frente e com os lados
verticais. As pás dos remos eram de forma oval
e pontudas. Canoas e remos contemporâneos conservaram
estas formas.
Os Paumari produzem objetos de uso doméstico
e alguns adornos para vendê-los como artesanato
nos centros urbanos, aos regatões ou a missionários.
Os últimos são intermediários que
oferecem preços mais altos que os comerciantes
regionais. Entre o artesanato à venda nas cidades
e às vezes comercializado pelas lojas Artíndia,
da Funai, destaca-se a cestaria, que é considerada
como de boa qualidade.
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