Reduzidos demograficamente, porém fortes e guerreiros, os Sakurabiat travam uma luta diária pela sobrevivência
e manutenção de sua cultura e costumes. Desde os primeiros contatos com não-índios, têm sofrido
vários tipos de exploração. Trabalharam por muito tempo na extração da borracha, no sistema de
barracão. Estiveram sob o jugo de várias madeireiras que invadiram seu território e lá montaram serrarias.
Na luta pela demarcação de sua terra, foram acusados pelos invasores de serem eles os invasores de uma terra ocupada
por seus ancestrais desde tempos imemoriais. Venceram a batalha pela terra, demarcada e homologada desde 1996, mas ainda há
muitas outras batalhas. Hoje revivem as "histórias dos antigos", contadas pelos idosos na língua Sakurabiat,
ao mesmo tempo em que se preocupam em descobrir maneiras de voltar a ensinar a língua para suas crianças.
|
|
|
|
|
Ana Vilacy Galucio
Lingüista e pesquisadora do Museu Paraense Emílio Goeldi/MCT
avilacy@museu-goeldi.br
Setembro de 2003
|
|