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Os Tingui-Botó falam o português
à moda das populações rurais do
nordeste. Alegam, porém, falar sua língua
ancestral no ritual secreto do Ouricuri. De acordo com
o cacique Eliziano de Campos e o pajé Adalberto
Ferreira da Silva, sua língua é designada
Dzbokuá. Nesse sentido, o etnólogo Ugo
Maia Andrade afirma que o cariri era uma língua
corrente em uma extensa área no interior do Nordeste
e estava dividido em quatro dialetos, entre os quais
o "dzubukuá". Por se tratar de uma
língua não mais falada usualmente pelas
populações locais, seu estudo linguístico
é precário e quase todo baseado nas gramáticas
elaboradas por missionários que estiveram na
região durante os séculos XVII e XVIII
(sobre o assunto, ver a página sobre o povo Tumbalalá).
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