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O nome Tingui-Botó é de origem
recente. Nos registros históricos e nos levantamentos
gerais da região, como os realizados por Duarte
e Hohenthal Jr., os remanescentes indígenas de
Olho d'Água do Meio, povoado do município
de Feira Grande, são identificados como Xocó
ou Shocó. Mas, segundo relatou ao Instituto Socioambiental
o cacique Eliziano de Campos e o pajé Adalberto
Ferreira da Silva, os Tingui-Botó não
são Xocó e sim Kariri.
A atual denominação teria sido
dada por João Botó, curandeiro e pajé
que, juntamente com sua família, se instalou
em Olho d'Água do Meio provavelmente nos anos
1940. Isso ocorreu depois da criação do
Posto Indígena Padre Alfredo Dâmaso, em
Porto Real do Colégio. Com a formação
da nova comunidade, foi revitalizado o ritual do Ouricuri,
desencadeando um processo de agregação
em torno da "taba", ou seja, do território
sagrado, onde o ritual se realiza secretamente a cerca
de dois hectares da localidade. Esta versão da
origem do nome "Botó" me foi dada pelo
pajé dos Kariri- Xocó na década
de 1980, sendo confirmada em 2002 pelos índios
acima citados ao Instituto Socioambiental. Estes também
disseram que a denominação "Tingui"
tem como origem uma árvore com esse nome, cujas
folhas foram utilizadas no acampamento erguido durante
a vinda para Olho D´Água do Meio.
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