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A região habitada pelos Tiriyó é
politicamente dividida entre Brasil e Suriname. Suas
terras estendem-se do norte do estado do Pará
- entrecortadas por rios que correm para o Amazonas
- ao sul do Suriname. Os principais afluentes do Amazonas
que atravessam a parte brasileira de suas terras são,
da esquerda para a direita: Marapi, Paru de Oeste, Citaré
e Paru de Leste. Os rios Sipariweni, Tapanahoni e Paroemeu
nascem e atravessam o lado surinamês de suas terras,
desaguando no Oceano Atlântico. Esses rios, de
ambos os lados da fronteira, têm em comum o fato
de apresentarem, em seus cursos, cachoeiras que dificultam
bastante a navegabilidade. Tal impedimento geográfico,
aliado a fatores históricos, vem sendo responsável,
ao longo dos últimos séculos, pelo relativo
isolamento e desconhecimento desta região de
fronteira.
No Brasil, os Tiriyó, juntamente com alguns grupos vizinhos (principalmente Katxuyana, Txikuyana, Wayana e Aparai) habitam a Terra Indígena Parque de Tumucumaque, homologada em 1997, através do Decreto 213, publicado no Diário Oficial da União em 04/11/97. Trata-se de uma área com 3.071.067 ha, localizada ao norte do Pará e noroeste do Amapá, nos municípios de Oriximiná, Almeirim, Óbidos e Alenquer.
O Parque Indígena de Tumucumaque é atravessado longitudinalmente por duas bacias fluviais: uma, que tem por rios principais o Paru de Oeste e o Marapi; e a outra, o Paru de Leste e o Citaré. Atualmente, os Tiriyó que se encontram em território brasileiro, resumem-se a dois conjuntos populacionais, localizados em cada uma destas bacias.
Os Tiriyó da bacia Paru de Oeste/Marapi, juntamente com os Katxuyana, distribuem-se em torno do médio e alto curso desses rios. Na bacia do Paru de Leste/Citaré, os Tiriyó encontram-se predominantemente na cabeceira, enquanto os Wayana e Aparai, habitam seu médio curso. |