Em dezembro de 2001 a Funai incluiu os Tumbalalá
no quadro das comunidades indígenas reconhecidas
e assistidas pelo Estado brasileiro. O reconhecimento oficial
ocorreu após uma mobilização iniciada
em meados de 1998 e direcionada para a adoção
de projetos de articulação coletiva que gravitavam
em torno de uma história, destino e origem comuns
para as pessoas que formam hoje uma comunidade com fronteiras
sociais em processo e ainda sem território demarcado.
Habitando o sertão de Pambú, uma área
na margem baiana do sub-médio São Francisco
ocupada no passado por várias missões indígenas
e alvo de criação extensiva de gado bovino
durante os séculos XVII, XVIII e XIX, os Tumbalalá
estão historicamente ligados a uma extensa rede indígena
de comunicação interétnica, sendo,
assim, parte e produto de relações regionais
de trocas rituais e políticas que sustentam sua etnogênese
no plano das identidades indígenas emergentes e os
colocam no domínio etnográfico dos índios
do Nordeste brasileiro.
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| Ugo Maia Andrade
Doutorando em Antropologia Social - PPGAS/USP
Pesquisador do NHII/USP e do PINEB/UFBA
ugomaia@usp.br
Janeiro de 2003 |
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