| Poucos
são os trabalhos disponíveis diretamente
voltados para os Tupiniquim: o recente Relatório
do GT 0783/94, isto é, do Grupo de Trabalho coordenado
por Carlos Augusto da Rocha Freire que fez o reestudo
das terras indígenas Tupiniquim; a dissertação
final de bacharelado, Tupinikin: os fabricantes de farinha
do Pau-Brasil, que Maria Terezinha Martins apresentou
na Universidade Federal de Juiz de Fora; e Bandas de Congos,
de Guilherme Santos Neves, que há quase meio século
detectou índios Tupiniquim como integrantes de
um grupo folclórico.
Outras obras, de caráter mais
geral, são importantes por atestarem a presença
contínua da etnia Tupiniquim ao longo destes
últimos cinco séculos. Para o século
XVI, o Tratado descriptivo do Brasil em 1587, de Gabriel
Soares de Sousa, os Tratados da Terra e Gente do Brasil,
de Fernão Cardim, confirmados por autores posteriores
como Cezar Augusto Marques e Saint-Adolphe em seus dicionários
histórico-geográficos referentes à
Província do Espírito Santo e ao Império
do Brasil e ainda pelo etnólogo Alfred Métraux
em seu capítulo sobre os Tupinambá para
o Handbook of South American Indians. Para os séculos
XVII e XVIII, a documentação disponível
foi aproveitada por autores recentes, como Serafim Leite
na sua monumental História da Companhia de Jesus
no Brasil, e Ewerton Guimarães em seu artigo
sobre a situação de imóveis do
patrimônio indígena no Estado do Espírito
Santo. Para o século XIX, as crônicas de
viagem de Maximiano de Wied Neuwied, Auguste de Saint-Hilaire,
o próprio Imperador Pedro II, cuja viagem ao
Espírito Santo foi focalizada por Levy Rocha,
e sobretudo o pintor Auguste François Biard,
que retrata os Tupiniquim nas gravuras de seu livro
Deux années au Brésil. |