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A composição da
aldeia Wajãpi não é constante:
os membros do grupo local estão sempre
em movimento entre as aldeias e as casas provisórias
construídas junto às roças.
Cisões políticas e reunião
de membros de grupos distintos contribui para
a recomposição constante da população
das aldeias, assim como surtos de doenças,
mortes e problemas de invasões intermitentes
do território por garimpeiros. O
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ciclo agrícola e o esgotamento da caça também
influenciam o deslocamento dos Wajãpi por seu território.
A aldeia Wajãpi não apresenta
formato característico, as casas estão dispersas
no espaço limitado pelo igarapé ou pelo
rio e pelas roças, deixando livre uma praça
(okara) onde se realizam as atividades sociais e rituais.
Cada casa corresponde a uma família nuclear ou,
em raros casos, a uma família extensa, abrigando
em média 4 a 7 pessoas.
As casas do tipo tradicional são
casas palafíticas construídas sobre estacas
que podem chegar à altura de dois metros: tem-se
acesso ao estrado por uma escada esculpida num tronco
de árvore. A cobertura, em duas águas, é
feita de folhas de ubim e palha preta. Atualmente elas
vêm sendo substituídas por grandes construções
baixas, sem paredes, ou ainda por simples tapiris de construção
rudimentar e provisória. Além das casas
de habitação, há também em
todas as aldeias, na proporção de uma para
duas ou três casas, construções que
servem de cozinha, com jiraus, os pontos para o fogo e
todos os instrumentos para o processamento da mandioca.
Estas construções servem para várias
famílias nucleares e nela se reúnem mães
e filhas para a preparação dos alimentos.
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01:: foto: Dominique T. Gallois, 1978 |
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