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Os
Wajãpi ocupam, há mais de dois séculos,
uma vasta área situada nos confins do Brasil
e da Guiana Francesa, delimitada pelas bacias
dos rios Jari, Oiapoque e Araguari.
No lado brasileiro dividem-se
em três subgrupos territoriais: o grupo
do alto Jari/Cuc, o grupo "arredio"
do alto Ipitinga e o grupo principal da região
do Amapari.
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O grupo do alto Jari dispersou-se
entre os anos 1967 e 1981: a maioria migrou para a Guiana
Francesa, habitando aldeias situadas à margem
do rio Oiapoque, e outros foram transferidos pela Funai,
em 1982, para o Parque Indígena do Tumucumaque.
Somavam na época, 10 indivíduos.
Fora da TI Wajãpi, há
notícias de dois subgrupos isolados da mesma
etnia, que ocupariam, respectivamente, as cabeceiras
dos rios Amapari e Anakui, no Amapá, e o alto
rio Ipitinga, no Pará. São poucas as informações
disponíveis sobre estes subgrupos. Em 1975 a
Funai realizou um sobrevôo e localizou uma maloca
grande com uma população estimada em 80
índios.
A região do Amapari é
a área de concentração atual dos
Wajãpi que vivem no Brasil. Corresponde à
região delimitada a oeste pelo rio Inipiku (Mapari),
ao sul, pelo rio Karapanaty (Aroã), afluente
do baixo Inipuku, e, a leste, pelos igarapés
Onça e Kumakary (Água Preta), afluentes
do rio Felício, que desemboca no rio Amapari.
Esta área inclui-se nos municípios de
Mazagão e Macapá, no estado do Amapá.
Trata-se de uma área de floresta
tropical densa, onde predominam pequenos cursos d'água,
praticamente todos encachoeirados. A região é
extremamente acidentada, formada por uma sucessão
de colinas e alguns planaltos, situados nos contrafortes
das serras do Iratapuru, Ipitinga e Tumucumaque. Os
solos, predominantemente argilosos e arenosos, são
ácidos, apresentando alto risco de erosão.
O clima, de tipo equatorial, quente e úmido,
oscila entre um período de chuvas, de janeiro
a julho (inverno), e um de seca, de agosto a dezembro
(verão). No Brasil, estão distribuídos
em 13 aldeias na TI Wajãpi, recentemente demarcada.
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